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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

For The Heart

O opalão 66 preto na garagem chamava a atenção de todos que passavam na rua e fazia brilhar os olhinhos de um garoto de apenas 3 anos de vida que gostava de ficar em pé no colo do pai sentado ao volante sonhando que estava pilotando o possante. Foi numa dessas “pilotagens” que ele descobriu uma fita K7 com a imagem de um super-herói imponente na capa, de cinturão e jumpsuit brancos com detalhes dourados, apontando para ele.

Seu pai deu o play no velho “toca-fitas Motorola” do opalão e um riff “Country Rock” de guitarra deu a introdução e uma voz potente de barítono, de timbre singular e que conseguia atingir 3 oitavas e também o registro vocal de tenores e baixos, preencheu todo o ambiente fazendo os vidros e o coração do garoto tremerem!

“Had a dream about you baby,
Had a dream about me and you
Had a dream and woke up crying
Well I can roll but I just can't rock
And the time's going by, tick-tock
For the heart, I just can't love no-one but you”

E foi assim que eu conheci Elvis Presley, o maior cantor de todos os tempos, com mais de 2 bilhões de álbuns vendidos e, mesmo após 42 anos de sua morte, ainda se mantém todos os anos entre os três na lista das celebridades já falecidas que mais faturam e a sua mansão, Graceland, continua sendo a segunda casa mais visitada, perdendo apenas para a Casa Branca!

Dony Augusto

quarta-feira, 12 de março de 2014

Gratidão - O Ato De Ser Grato

A gratidão é um dos sentimentos que mais admiro, e refletindo hoje sobre isso me lembrei de uma historia que ilustra bem este tão nobre, porém cada vez mais esquecido, ato de ser grato.

Um garoto era apaixonado por música cristã desde pequenino e admirava muito um conjunto vocal gospel, em especial o John - o Bass Voice (baixo) do grupo. Como era muito, muito pobre, dificilmente tinha dinheiro suficiente para comprar o ingresso e John começou a reparar naquele garoto que ficava sempre ali do lado de fora admirando e sonhando em um dia cantar como ele.

Comovido com a situação do garoto, John resolveu convida-lo para assistir aos seus shows “na faixa” e ele, com um grande brilho nos olhos, respondeu: muito obrigado senhor John! Um dia vou ser um cantor famoso e irei chamar o senhor e o seu grupo para cantar junto comigo!

Cerca de 20 anos se passaram e os grupos vocais já não faziam mais sucesso como naqueles áureos tempos, quando John recebe um telefonema com uma proposta de trabalho irrecusável para ele e seu grupo: fazerem parte da banda - como backing vocals - do maior astro da musica de todos os tempos! O grupo vocal se chama J.D. Sumner (John Daniel Sumner) & The Stamps e o garoto era Elvis Presley, sim, o rei do rock, que nunca se esqueceu do que John fez por ele!

J.D. Sumner e os Stamps trabalharam com Elvis de 1971 até sua morte em 1977. Sumner, um devoto cristão, se tornou amigo intimo, professor de Bíblia e conselheiro de Elvis (fazendo muitas vezes o papel de pai e pastor) até o fim da vida do astro. Inclusive, foram os Stamps que cantaram os hinos no funeral da senhora Presley em 1958 e do próprio Elvis em 1977.

Isso é um grande exemplo de gratidão, um sentimento tão fácil de se encontrar entres os “irracionais” bichos de estimação, mas que se torna cada vez mais raro entre os “racionais” seres humanos...

Dony Augusto (DAJ)
 12/03/2014 - 10:18h

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Covers de Cristo

Quem me conhece sabe da minha paixão pela musica e da minha admiração por um cantor em especial, dentre tantos outros, que aprendi a gostar desde cedo com meus pais. Este cantor se chama Elvis Presley e é o artista com o maior numero de covers no mundo [cover, segundo os dicionários, é uma cópia e/ou imitação (geralmente inferior) de alguém ou alguma coisa, muitas vezes com fins lucrativos].

Eu não gosto nem um pouco de covers do Elvis, pois, em minha opinião, a grande maioria deles (há raras exceções) é sem qualidade e, tomados de uma obsessão fanática de se parecerem com o seu ídolo, perdem sua identidade própria e se tornam caricatos demais, tanto na forma de dançar, cantar e até mesmo de falar (parecem que tem um ovo quente na boca). Alguns defendem os covers alegando que eles contribuem para divulgar e manter vivo o legado e a imagem de Elvis, mas o que vejo acontecer é exatamente o contrário, pois muitos têm uma visão caricata e espalhafatosa de Elvis exatamente por causa dos covers. Mas no meio ”elvistico” vejo cada vez mais uma crescente tendência de se preferirem os covers ao original, chegando ao ponto de haver rivalidade entre os fãs de determinado cover com os fãs de outro. Nos encontros dos fanclubs a maioria vai mais para prestigiar o cover que irá se apresentar naquele evento do que ouvir ou falar sobre o original.

No meio religioso ocorre algo bem semelhante. Muitos estão trocando Cristo - o Único Mediador entre DEUS e os homens (ITm 2:5) - pelos “covers”. Vemos verdadeiros fanclubs de ídolos (não só os de pau, pedra ou metal, mas os de carne e osso também) competindo entre si. Vejo multidões indo a eventos religiosos só para ver o “pastor fulano de tal” que irá pregar ou o cantor “ungidão” que irá cantar. Vejo após-tolos bradando que os milagres de seu covil são melhores e maiores do que os dos covis vizinhos; Vejo o nome da “bispa renascentista” sendo tatuado em corpos de mentes insanas. Vejo multidões hipnotizadas “marchando em círculos” liderados por lobos “infelicianos” e “malafalhos”. Vejo fãs que se vestem, pensam e falam exatamente da forma que os seu lideres determinam, numa devoção que chega, em alguns casos, até a morte. Para estes fanclubs, o que mais vale é o que o seu “cover” prega e não o que Cristo ensinou.

Estes ídolos religiosos não passam de covers ridículos e caricatos, que denigrem o Verdadeiro Evangelho e usurpam o lugar de Cristo nos corações e nas mentes de seus cegos e ludibriados fãs, obtendo assim deste incautos uma devoção irrestrita, uma veneração doentia e generosos lucros financeiros.

Volta e meia sou criticado por alguns “cristãos” que veem no Elvis o demônio personificado, porém estes que criticam jamais tiveram o trabalho de ler uma biografia sobre Elvis antes de sair por aí escrevendo ou gritando nos púlpitos mentiras e levantando falso testemunho sobre algo que desconhecem (isso não é pecado?!). Havia (e ainda há por parte de alguns fãs) certa idolatria em torno de Elvis Presley, mas o próprio, que teve uma ótima criação cristã por parte de sua devota mãe, reconhecia que era apenas um artista e um pecador como qualquer outro e não aceitava de forma algum este endeusamento de sua pessoa e por diversas vezes deixou isso bem claro para seus fãs como no show via satélite assistido por mais de 1 bilhão de pessoas em que uma fã levou uma coroa queria por na cabeça de Elvis. No final do show Elvis pegou a coroa nas mãos, agradeceu o carinho mas não permitiu que a fã o coroasse e disse a ela que ele não era rei. Em outro show, um grupo grande de meninas, no meio do ginásio lotado, ergueu uma faixa enorme escrito “Elvis é o rei”. Elvis parou o show, leu a faixa, e apontou para as meninas e agradeceu pelo carinho e lhes disse: “abaixe essa faixa, pois eu não sou rei; sou apenas um cantor. Jesus Cristo é o REI”. As fãs abaixaram a enorme faixa e o show continuou. Que exemplo de reconhecimento da sua insignificância perante DEUS! Estes tais “covers gospels” deveriam ter a mesma atitude deste a quem eles tanto julgam e criticam, mas que demonstrou conhecer mais a DEUS do que eles!

Caro leitor, não deixe que nenhum cover ocupe o lugar de Cristo na sua vida. Não troque o Original por uma tosca imitação!

DAJ - 01/07/2013 - 18:28h

terça-feira, 6 de agosto de 2013

A caneca do rei

Mãe é o amor ágape de Deus expresso em carne, osso e coração. Elas não sabem o que fazer para agradar seus filhos e nós, filhos, não sabemos o que fazer para lhes retribuir tanto carinho e dedicação.

Minha mãe, dona Irene, é destas “mães onças” que defendem os filhos com “unhas e dentes”, literalmente. Quando garoto, eu não podia levá-la para assistir aos meus campeonatos de Judô, pois mal começava a luta e ela já queria invadir o tatame e dar um “ippon” no meu adversário.

Aprendi com ela o que é uma boa música - como o grande poeta Antonio Marcos, por exemplo - e do meu pai herdei o gosto por Elvis Presley. Lembro-me muito bem - pois ainda tenho guardado - daquele K7 copiado do LP “From Elvis Presley Boulevard, Memphis Tennessee”, que sempre ouvíamos no opalão 77.

Minha mãe sempre que vê algo relacionado com Elvis se lembra de mim. Se passar algum programa na TV ou na rádio ela me liga avisando. Se encontrar alguma revista na banca ou algum souvenir nas lojas já compra e me dá de presente. Ah, como é bom ter mãe!

O mais recente agrado elvístico que ganhei dela foi uma linda caneca, toda decorada com fotos do Elvis na década de 50. Gostei muito do presente e nem tive coragem de usá-la. Está guardada dentro da embalagem original e exposta com orgulho na cristaleira aqui de casa.

Minha mãe me faz sentir um rei com tanto mimo e agora ainda mais, tendo a caneca do rei!

Obrigada, mamãe (Dna. Irene), por este lindo presente e pelo maior presente que a senhora poderia me dar: o seu amor!

DAJ - 22:09h – 29/07/2008