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quinta-feira, 7 de maio de 2020

Seguindo com DEUS pela Trilha

Enquanto muitos apinham-se todo o final de semana dentro de templos feitos por mãos humanas, na falsa esperança de encontrarem um deus, eu vou seguindo com DEUS pela trilha.

Eu contemplo a criação de DEUS em cada detalhe do caminho, sinto Sua presença através do vento que balança as árvores, ouço a Sua voz através do silencio da mata, louvo-O junto com o coral de pássaros.

Enquanto muitos preferem seguir lideres religiosos, eu vou seguindo com DEUS pela trilha. Conversando com ELE durante todo o caminho e aprendendo a cada novo tropeço ou obstáculo. Enfrentando tanto o calor do sol quente no descampado, quanto o frio úmido da mata fechada ou a chuva repentina, mas sempre com a certeza de que ELE está do meu lado por todo o caminho.

Dony Augusto

sábado, 12 de outubro de 2019

A Dona Mel

Conhecemo-nos em 2005, em uma feira de adoção no estacionamento de uma rede de supermercados. Já era fim de tarde e ela era a única gatinha que não havia sido adotada. A responsável pela feira disse-me que aquela gatinha de uns três meses de vida era muito tímida e quietinha, sempre encolhidinha no canto da gaiola, e por isso as pessoas preferiram adotar os outros gatinhos que eram mais "brincalhões" e "alegres" e assim ela acabou "sobrando".

Quando me aproximei da gaiola e os nossos olhos cruzaram-se, algo que não sei explicar aconteceu, mas eu fui capaz de ler a alma dela e ela a minha. Eu fui ao mercado sem saber que estava havendo uma feira de adoção e eu não tinha nenhuma intenção de ter um pet naquele momento, portanto tentei desvencilhar-me daquele olhar e seguir o meu caminho, mas não consegui. Em poucos minutos já havia preenchido toda a papelada da adoção, comprado ração e as quinquilharias necessárias e estava indo para casa com a gatinha "acanhada e triste" que eu já chamava de Mel.

Poucos dias na casa nova, e já totalmente integrada à família, descobri o motivo da sua "timidez" e "quietude". Ela amanheceu muito mal e corri com ela para o veterinário, e após uma serie de exames, descobrimos que ela tinha uma doença grave e sem cura (causada por um vírus) e estava com uma pneumonia em estágio avançado (causada pela imunodeficiência). O veterinário foi muito ético e honesto comigo e deixou bem claro o quão grave era a situação e as pouquíssimas chances de sobreviver que Mel tinha, porém me deu a certeza de que faria tudo o que estava ao seu alcance para salvá-la. Internamos a Mel e a luta pela vida começou.

Eu ia todos os dias visitá-la, e todo o tempo que passávamos juntos ela ficava com sua patinha sobre a minha mão e miava conversando comigo. A hora de ir embora era sempre muito dolorida para ambos. Ela me olhava com aqueles olhos tristes e os meus se enchiam de lágrimas. Podia ser a nossa última vez juntos, e essa agonia se repetiu por incontáveis dias.

Com a graça de Deus e a competência e dedicação do veterinário, pouco a pouco a Mel foi se recuperando e, após longos dias, teve alta (não estava curada, pois não há cura para essa doença, porém não ficou com nenhuma sequela grave). O doutor me disse que aquilo era um milagre e que ele estava impressionado com a conexão que havia entre eu e a Mel e que ele, em tantos anos de profissão, nunca havia visto uma ligação tão grande de um gato com um humano.

Hoje a dona Mel completa 14 anos (aproximadamente 72 anos humanos). Já é uma senhora, mas apesar da idade continua muito ativa e sóbria (um pouco ranzinza, mas quem me dera chegar nessa idade com essa disposição), e durante todos esses anos só teve uma recaída por causa da doença, mas nada grave. Somos grandes amigos e companheiros (a ponto dela sentir ciúmes de outras pessoas ou animais que se aproximam de mim) e aquele dia no estacionamento do supermercado mudou para sempre a vida dela - e a minha!

Dony Augusto

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Minha segunda e derradeira metade do trajeto

Hoje completo mais um ano de vida... na realidade, olhando friamente, é um ano de vida a menos na minha caminhada nesta terra. Cheguei à metade da minha estrada. Talvez DEUS me acrescente mais algumas milhas, ou talvez a encurte, mas de agora em diante começo a percorrer a segunda e derradeira metade do trajeto.

Nestes quarenta anos cometi muitos erros e, sinceramente, me arrependo de poucos, os quais, se eu pudesse voltar no tempo, faria todo o esforço para corrigi-los. Os demais não mudaria, apesar do preço que paguei, pois foram por causa deles que aprendi e cresci. Também tive muitos acertos e confesso que foram quatro décadas de muita alegria e felicidade que me deixaram muitas saudades... Mas tenho que seguir em frente!

De agora em diante vou caminhar mais leve, sem pressa... Livrarei-me de toda a bagagem inútil que acumulei na primeira metade da minha vida, levando comigo apenas meus amores e afetos. Vou exigir menos de mim e dos outros e assim evitar decepções. Vou simplesmente viver, trilhar o meu último trecho ao lado das pessoas que muito amo, e confiando cada vez mais nAquele que me deu a vida e o Único que pode tirá-la, sabendo que o que quer que eu encontre neste meu último percurso, seja pedregulhos, espinhos ou flores, será sempre obra de Sua Soberana e Perfeita Vontade, e sendo assim, o melhor para mim!

Daqui em diante só quero vivenciar, a cada novo dia que me for ofertado, o que escreveu o Salmista: “Este é o dia que fez o SENHOR; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele”. (Salmos 118:24)

Dony Augusto (DAJ)
02/04/2014 - 00:00h

quarta-feira, 12 de março de 2014

Gratidão - O Ato De Ser Grato

A gratidão é um dos sentimentos que mais admiro, e refletindo hoje sobre isso me lembrei de uma historia que ilustra bem este tão nobre, porém cada vez mais esquecido, ato de ser grato.

Um garoto era apaixonado por música cristã desde pequenino e admirava muito um conjunto vocal gospel, em especial o John - o Bass Voice (baixo) do grupo. Como era muito, muito pobre, dificilmente tinha dinheiro suficiente para comprar o ingresso e John começou a reparar naquele garoto que ficava sempre ali do lado de fora admirando e sonhando em um dia cantar como ele.

Comovido com a situação do garoto, John resolveu convida-lo para assistir aos seus shows “na faixa” e ele, com um grande brilho nos olhos, respondeu: muito obrigado senhor John! Um dia vou ser um cantor famoso e irei chamar o senhor e o seu grupo para cantar junto comigo!

Cerca de 20 anos se passaram e os grupos vocais já não faziam mais sucesso como naqueles áureos tempos, quando John recebe um telefonema com uma proposta de trabalho irrecusável para ele e seu grupo: fazerem parte da banda - como backing vocals - do maior astro da musica de todos os tempos! O grupo vocal se chama J.D. Sumner (John Daniel Sumner) & The Stamps e o garoto era Elvis Presley, sim, o rei do rock, que nunca se esqueceu do que John fez por ele!

J.D. Sumner e os Stamps trabalharam com Elvis de 1971 até sua morte em 1977. Sumner, um devoto cristão, se tornou amigo intimo, professor de Bíblia e conselheiro de Elvis (fazendo muitas vezes o papel de pai e pastor) até o fim da vida do astro. Inclusive, foram os Stamps que cantaram os hinos no funeral da senhora Presley em 1958 e do próprio Elvis em 1977.

Isso é um grande exemplo de gratidão, um sentimento tão fácil de se encontrar entres os “irracionais” bichos de estimação, mas que se torna cada vez mais raro entre os “racionais” seres humanos...

Dony Augusto (DAJ)
 12/03/2014 - 10:18h